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05/12/09

'Magalhães'




Alunos apanhados a ver pornografia no Magalhães

Câmara da Maia e professores alertam os pais para que mudem a palavra-passe de acesso à Internet 




Alunos de uma escola básica da Maia foram apanhados a ver pornografia no computador «Magalhães». A autarquia e os professores alertam para a necessidade de os pais mudarem a palavra-passe de acesso livre à Internet.
O «Magalhães» já é uma realidade no Ensino Básico, mas o uso do computador tem de ser controlado pelos pais, afirma à TVI o técnico de informática da Câmara Municipal da Maia. Orlando Leal explica que nem é preciso ir à Internet para encontrar a palavra passe universal, já que esta se encontra no manual de instruções do computador. Por isso, os pais têm mesmo é de mudar essa palavra-passe.
O presidente da Câmara Municipal da Maia garante à TVI que este foi o primeiro caso que aconteceu nos mais de 5 mil alunos do Básico. A autarquia está a promover uma formação para sensibilizar os pais acerca dos perigos da Internet.
Também a Direcção Regional de Educação do Norte já tinha feito uma formação do género, mas depois do alerta da Maia enviou uma circular para as escolas a reforçar a preocupação. Ou seja: para que os pais estejam atentos.


(Fonte: TVI24 )


E parece que já não é o primeiro caso em computadores distribuídos pelo Governo a propósito do Plano Tecnológico, mas AQUI o caso muda de portátil e de idades. São computadores do e.escola e são miúdos acima dos 10/11 anos.
Enfim ainda não percebi qual a graça de andar a ver pornografia na escola com outras pessoas... É mais excitante do que ver sozinho? Tenho que experimentar, hahaha.

30/11/09

'A rejeição que não chega ao fim'



'O público conservador não agüentou e abandonou a sessão do filme “Do Começo Ao Fim”.

Depois de conferir a exibição para a imprensa em São Paulo, decidi assistir “Do Começo Ao Fim” novamente para ouvir a opinião do público e também apoiar a bilheteria do filme corajosamente dirigido por Aluizio Abranches.
Essa foi a única vez que fui ao cinema e vi não apenas 1 ou 2 pessoas irem embora durante a sessão. Mas cerca de 20 pessoas não agüentaram assistir o filme do começo ao fim.
Casais heterossexuais de diversas idades e grupos apenas de mulheres pareciam pudicos demais ao presenciar cenas íntimas de dois homens. A cada vez que os atores apareciam nus ou trocavam caricias, alguém levantava e ia embora da sala.
A reação era tão patética que os que ficavam na sala riam da situação, ao ver mais pessoas deixando a sessão. Alguns diziam “que absurdo”, “hipócritas”.
E vendo tudo aquilo, eu fiquei indignado como o público brasileiro, de uma classe nobre, na maior cidade do país, pode ser tão preconceituoso.
Talvez para as mulheres que abandonaram a sessão pouco mais de 40 minutos apos o início do filme, deve ser inaceitável ver dois homens bonitos e másculos se beijando. É mais confortável manter os gays como seus “amigos cabeleireiros”, inofensivos e dentro dos estereótipos que não atraiam (ou frustrem) seus desejos.
Para os casais heterossexuais, se foi o namorado/marido que pediu pra sair, talvez ele tenha ficado com medo de ver que qualquer homem pode ser homossexual, inclusive o médico que ele tanto confia e que está acima de qualquer suspeita. De repente, a ausência do “viadinho” o assustou e pela primeira vez se sentiu frágil diante da forte imagem de um homossexual igualzinho aquele melhor amigo que sempre o acompanha nos jogos de futebol e ele jamais diria que é gay.
É patético.
Tirar o homossexual dos programas humorísticos ou das novelas e retratá-lo no dia-a-dia, longe dos personagens caricatos e como qualquer outra pessoa, choca o público. Parece confortável deixar os gays no papel de coadjuvante, com características facilmente reconhecíveis e inofensivos. É simples para o público imaginar que os homossexuais estão escondidos ou não tem a menor chance de fazer parte do dia-a-dia, pois eles acreditam que são exatamente como as lendas e como os personagens de novelas: drogados, só pensam em sexo, fashion, fúteis e na primeira oportunidade se transformam em heterossexuais e casam com uma gostosona.
Difícil é encarar uma realidade que durante tantos anos fizeram questão de ignorar. Difícil imaginar que o irmão, o filho, o primo, o melhor amigo e dezenas de pessoas que fazem parte do dia-a-dia, possam ser homossexuais. E o mais difícil é perceber que todo o preconceito é contra alguém igualzinho a eles.
Os reais motivos que levaram as pessoas a deixarem a sessão e não esperar o fim, não dá pra saber mas dá pra imaginar. “Do Começo Ao Fim”, para essas pessoas, pode ser o pior filme do mundo, mas por alguns minutos ofereceu a chance de cada um deles refletir sobre um sentimento de homofobia que talvez eles nunca imaginaram ter, por nunca terem conhecido um homossexual de verdade.'


(Fonte: Dolado )

Achei interessante este texto e decidi partilhar! Até porque um amigo bloguista já me falou nele e já tinha visto o trailer num dos blogs que sigo...


Aqui fica o trailer:




Jardim, Jardim...

'O presidente do Governo Regional da Madeira considera que chamar casamento a uma união homossexual «é o mesmo que lhe chamar cozido à portuguesa ou bacalhau com todos».
«Defendo em absoluto a livre opção sexual de cada pessoa, em termos de não poder ser passível de qualquer discriminação. Defendo a adequada tutela jurídica para as uniões de facto, independentemente de se tratar ou não de uma relação homossexual», disse, no «Palavras Assinadas», do TVI24.


No entanto, para Alberto João Jardim, «chamar casamento a uma coisa que naturalmente o não é, só porque deu na cabeça de alguns, é uma provocação cuja irracionalidade obriga a contestá-la em nome da inteligência».


E Jardim faz mesmo um desafio ao Governo de José Sócrates: «Se a maioria parlamentar, dita de pseudo esquerda, está assim tão convencida que esse é o querer dos portugueses, então por que não recorre ao referendo?»' 


(Fonte: Diário IOL )


Primeiro não é opção, é orientação...
Segundo como se pode definir o que natural ou não? É a maioria que manda?
Terceiro, sabes, ó Jardim, porque é que não se recorre ao referendo? Porque a população não tem que dizer que aceita ou não. Não têm de se meter no que é um direito das pessoas! Direitos não se devem referendar!
Quarto, e como já ouvi dizer aqui na blogaysfera, porque não fazemos um referendo para ver quem concorda em mandar te embora?? Não gostas, pois não?! :D


Governa mas é a Madeira em paz e não te metas nos assuntos do Governo, que para isso está a Leitinho (que também não faz falta...).


Música > Lady GaGa - The Fame Monster (8 songs)

16/10/09

Bater é educar?


'Surgiu tantas vezes este tema de discussão na minha equipa de trabalho: palmada serve para educar?
Bater é educar?
Bater é educar?
A opinião de praticamente toda a gente é que uma palmada dada na altura certa é correcto. Até em bebés, é correcto, se for uma palmada “de levantar o pó da fralda”.
Já li bastante sobre educação infantil e juvenil e inclusivé vivo com uma criança. Trabalho com crianças hospitalizadas e trabalho com crianças de instituições de solidariedade.  E continuo a achar que palmada, de qualquer género, feitio, tamanho, forma, comprimento ou largura, não é uma boa forma de se educar.
No entanto, vejo que não consigo transmitir para ninguém que isso seja uma boa prática ou que seja uma vantagem para a criança.
Entre vários países, como no Uruguai, é proibido por lei dar palmadas nas crianças
Não sei que mais argumentos me faltam mas a verdade é que toda a gente continua a adoptar a educação através de palmadas nos filhos.
Sei que alguns filhos se revoltam e depois tentam bater nos pais ou batem noutras crianças.
Também falei que bater em crianças é no cobardia, já que a criança não pode responder.'


Seguindo um pouco do pensamento do post de à bocado, Bater é Educar? Será que resulta mesmo?
Dei comigo a pensar nisto enquanto estava nos balneários das Piscinas a vestir - me (e também influenciado por um menino pequeno que se estava a vestir num cubiculo ao lado e que ouvi o pai dele a bater - lhe...), será que se dessem uma palmada bem assente resultava, será que prendiam a lição? Eu acho que sim e que não. Vejamos, sim porque com a dor e tal aprendiam que aquilo é errado, mas não pois a criança fica revoltada e zangada e ainda quer fazer pior (falo por experiência própria!). Temos de ver que hoje em dia (acho que mais que nunca...) as crianças estão mais 'saídas da casca' e acho que mereciam uma palmada, mas de que serve ela se não for bem conversado (mas nunca com cabeça quente!...)... Não liguem, tinha mesmo de escrever, mas dêem opinião :D.

07/09/09

Casamentos homossexuais (Debate entre Ferreira Leite e Louçã)

O debate entre Ferreira Leite e Louçã foi ontem, hoje publico aqui o mais importante e interessante para mim xD. A parte dos casamentos homossexuais! Parece que a Leitinho gosta das famílias à maneira antiga e acha que os casamentos homossexuais vão destruir isso.


***

(...)
Na ponta final, a questão dos casamentos entre homossexuais acentuou diferenças. Louçã não surpreendeu, vincando a ideia de que «o Estado não pode escolher», por uma simples «questão de humanidade». Ferreira Leite até disse que concordava em parte, mas acabou por dizer que «a nossa sociedade está organizada numa base de uma determinada forma de família baseada no casamento, com uma estrutura jurídica específica».
Reconhecendo a «evolução do conceito», diz respeitar «as diferenças das pessoas e que tenham o seu projecto de vida em comum». No entanto, vincou diferenças: «O que não aceito é que não se considere que estas situações são diferentes. Nestas uniões não se perspectiva a existência de filhos. Perante situações diferentes há tratamentos diferentes (...) Defendo o casamento, mas não o imponho. O dr. Louçã não defende o casamento, mas impõe». 


(Noticia na íntegra aqui !)


***




As diferenças entre Francisco Louçã e Manuela Ferreira Leite ficaram claras quanto o tema foi os casamentos homossexuais, com a líder do PSD a defender a separação entre casamentos e uniões de facto e o líder bloquista a afirmar que a escolha é dos cidadãos e não do Estado. "O Estado não tem que escolher, não pode escolher, a inquisição já acabou, e o Estado não pode dizer àquele homem que não pode amar outra pessoa. A relação entre pessoas é uma relação de pessoas adultas, pessoas livres e eu tenho de respeitar essa liberdade", afirmou Francisco Louçã.
No entanto, Manuela Ferreira Leite defende que "no casamento com determinada noção de família perspectiva a existência de filhos. Nas uniões de facto, com outras características não se perspectiva a existência de filhos. E isto não tem nada a ver com problemas de natureza religiosa".
O que levou o líder do BE a questionar Manuela Ferreira Leite sobre "quais são essas características".
"Por exemplo, se forem pessoas do mesmo sexo penso que não se perspectiva a existência de filhos, julgo eu, é a minha ideia e penso que a sua também", declarou a líder social-democrata que sublinhou que "nessas circunstâncias são situações diferentes, que eu respeito, mas que não aceito que seja considerada a mesma coisa".
"Nunca ninguém me viu desrespeitar casais do mesmo sexo", frisou.  


(Noticia na íntegra aqui !)






***


A definição de casamento: "Casamento, casório ou matrimônio/matrimónio é o vínculo estabelecido entre duas pessoas, mediante o reconhecimento governamental, religioso ou social e que pressupõe uma relação interpessoal de intimidade, cuja representação arquetípica são as relações sexuais, embora possa ser visto por muitos como um contrato.
(...)
As pessoas casam-se por várias razões, mas normalmente o fazem para dar visibilidade à sua relação afetiva, para buscar estabilidade econômica e social, para formar família, procriar e educar seus filhos, legitimar o relacionamento sexual ou para obter direitos como nacionalidade." in Wikipédia 



A senhora Leitinho tem alguma razão, mas nem todos os casados optam por ter filhos e um casamento não serve só para ter filhos... Um casamento serve para "dar visibilidade à sua relação afectiva", apesar de um papel não aumentar o amor entre duas pessoas, mas ajuda...
Pode não ser a mesma coisa [um casamento entre homossexuais] como a senhora Leitinho diz, mas devia ser possível e estar ao alcance dos homossexuais poderem - se casar (ou outro nome qualquer já que casar é para ter filhos segunda a Leitinho!). 
E, claro, não nos esqueçamos que ninguém pode escolher de quem gosta... Ninguém escolhe gostar de pessoas do mesmo sexo, como também não se escolhe ser rapaz ou rapariga! Além disso a prova de que não se escolhe gostar de pessoas do mesmo sexo é que numa sociedade como estas (em que os homossexuais ainda não são (bem) aceites) quem quereria ser homossexual? 
Pois, ninguém!

18/08/09

Aniversário

Hoje este blog faz 1 ano e 1 mês! Devi ter postado a dar - lhe os parabéns à 1 mês, mas só à algumas semanas me lembrei de ver qual o primeiro post deste blog, o dia e a hora.

Ainda me lembro bem quando criei este blog! Estava de férias em Lisboa e tinha andado a visitar muitos locais fascinantes. Então nasceu este blog, com a função de partilhar as minhas férias e os locais por onde tinha andado.

Desde então este tem mudado de link, de nome... Mas o que é certo é que um ano e um mês depois, contínuo a vir escrever aqui! Desde então este blog tem sido o meu confidente, o amigo que me entendia e estava sempre lá. 

Partilhei o que sentia, apesar de nunca partilhar completamente o que sentia! Pois só começei a partilhar o que sentia quando decidi revelar que era gay! A partir daí escrevo tudo o que sinto, sem medo do que possam pensar.

Este blog teve vários endereços que dei a muita gente. Com o tempo fui mudando e agora só lê as minhas confidências as pessoas realmente importantes para mim e que se preocupam realmente comigo!

Este blog tem sido um companhia exemplar, um bom amigo (que nunca reclama com nada! :P)...

Tem tido vários aspectos conforme a fase da minha vida, já foi preto e agora é branco, pois agora sinto que vivo "na  Verdade". Que vivo bem comigo!

PARABÉNS!!
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