Porque tu não consegues dizer “(…) és gay…”?
Porque não consegues falar disso abertamente comigo?
Porque falas da minha homossexualidade quase como se fosse uma doença?
Porquê, mulher? Tu que me deste a Vida, tu que me conheces melhor que ninguém (penso eu!), devias compreender – me, ou pelo menos tentar.
Tu mulher, que deixas – te ser a minha confidente, porque há segredos poderosos e perigosos! Eu cresci, aprendi…, mas tu continuas a ver – me como o teu bebé, como se eu não tivesse crescido, como se eu não soubesse como são as coisas!
Eu cresço, descubro – me, cresço e volto a descobrir um pouco mais de mim. Sou adolescente, mas não significa que sou maluco, que não tenho juízo.
Não sou normal, gosto de viver de noite…
Comparas o “meu hoje” com o “meu ontem”, mas eu mudei… Sou um adolescente, estou a mudar, estou a crescer, estou a aprender nesta escola que é a Vida!
Porque não consegues dizer muito à vontade: “és gay”? Sei que não é fácil aceitares, mas devias perceber – me melhor, tu, mulher que me deu a Vida!
Devias perceber que estou bem comigo, que estou bem com a minha homossexualidade, como já te tive oportunidade de dizer. Sei que também me fecho um pouco, mas…
Tudo o que dizes toca – me no fundo, desiludes – me, magoas – me…, com as tuas palavras mas eu continua a gostar de ti, Mulher Que Me Deu A Vida! Não falo mais abertamente contigo, porque tenho medo do que possas dizer… Tenho medo e, às vezes, não te quero ouvir dizer barbaridades. E quando digo que o são acusas – me de me achar superior por saber trabalhar no computador!
Não é verdade e tu sabes. Sabes que eu adquiro conhecimentos lendo, pesquisando, etc.
Não devias dizer barbaridades sobre o que penso… Tudoo que penso é, quase sempre desprezado, pela vossa opinião que me tentam mostrar que é igual em ambos os casos. Mas não o é! Não é totalmente igual. E porque não posso eu ter as minhas opiniões, ideias e sonhos?
Quase tudo isso é desprezado por vocês! Sou adolescente, com as hormonas aos saltos, mas tenho sonhos, ambições, ideias e opiniões…
Oh, Mulher Que Me Deu A Vida.
Oh, Mãe!